Ressonância magnética de corpo inteiro cresce como rastreamento, mas evidências ainda são limitadas


A utilização da ressonância magnética de corpo inteiro como ferramenta de rastreamento em pessoas sem sintomas vem crescendo, especialmente em serviços privados e programas de avaliação preventiva.

Em análise publicada pela Radiological Society of North America (RSNA), especialistas destacam que a técnica oferece a possibilidade de avaliar múltiplas regiões do corpo sem emprego de radiação ionizante. Ao mesmo tempo, seu uso amplo em indivíduos assintomáticos ainda levanta questões importantes sobre efetividade clínica, custos e consequências de achados incidentais.

Um dos principais pontos de atenção é que alterações encontradas durante o exame podem levar a investigações adicionais, novos exames e procedimentos que nem sempre representam benefício comprovado ao paciente. Por isso, sociedades e especialistas defendem cautela na adoção da estratégia como rastreamento populacional indiscriminado.

A discussão reforça a necessidade de indicação clínica adequada, protocolos padronizados e interpretação especializada dos achados.

Impacto para a Ressonância Magnética:
O crescimento dessa modalidade amplia o debate sobre protocolos de corpo inteiro, seleção de pacientes, qualidade diagnóstica e uso responsável da tecnologia.

Fonte: Radiological Society of North America (RSNA) — publicação de 1º de julho de 2026.
Acessar publicação original


Other news