Radiologia • Medicina Nuclear • Agosto de 2026
Na medicina nuclear, a informação é produzida a partir da distribuição de radiofármacos no organismo, permitindo estudar função, metabolismo e processos biológicos.
Diferentemente dos métodos que formam a imagem principalmente a partir de uma fonte externa, a medicina nuclear administra quantidades controladas de radiofármacos que participam ou acompanham processos fisiológicos. A radiação emitida é detectada por equipamentos específicos e convertida em informação diagnóstica. Alguns radiofármacos também são utilizados com finalidade terapêutica.
Quatro conceitos essenciais
Radiofármaco
Combina um radionuclídeo com propriedades físicas adequadas e um componente que determina sua distribuição ou comportamento biológico.
Gama-câmara e SPECT
Detectores registram fótons emitidos pelo paciente. No SPECT, aquisições em diferentes ângulos permitem reconstrução tomográfica da distribuição do traçador.
PET
A tomografia por emissão de pósitrons detecta eventos relacionados à aniquilação pósitron-elétron e produz mapas quantitativos ou semiquantitativos de processos biológicos.
Imagem híbrida
SPECT/CT e PET/CT integram informação funcional e anatômica, contribuindo para localização e interpretação mais precisa dos achados.
Diagnóstico e terapia utilizam o mesmo princípio básico
O radionuclídeo é escolhido conforme propriedades físicas, meia-vida, tipo de emissão e finalidade clínica. Em diagnóstico, busca-se obter informação suficiente com atividade compatível com o procedimento. Em terapia, o objetivo é entregar radiação a tecidos-alvo de acordo com indicação, dosimetria e protocolo específicos.
- Preparo do paciente: varia conforme o radiofármaco e o exame.
- Administração: exige identificação correta, atividade conferida e registro adequado.
- Tempo biológico: a distribuição do radiofármaco determina quando a aquisição deve ser realizada.
- Controle de qualidade: equipamentos, calibradores, detectores e sistemas precisam de verificações periódicas.
- Processamento: reconstrução e correções devem seguir protocolos validados e compatíveis com a finalidade clínica.
Proteção radiológica tem particularidades
Como o material radioativo pode permanecer temporariamente no paciente, em seringas, frascos, superfícies ou rejeitos, a proteção radiológica envolve controle de tempo, distância, blindagem, contaminação, monitoração, armazenamento e gerenciamento de materiais radioativos conforme as regras aplicáveis.
No Brasil, a Norma ANSN 3.05 estabelece requisitos de segurança e proteção radiológica para serviços de medicina nuclear. A regulamentação também se articula com normas gerais de radioproteção e licenciamento de instalações radiativas.
Recebimento, armazenamento, preparo, administração, aquisição, liberação do paciente e gerenciamento de rejeitos precisam estar integrados a procedimentos documentados e responsabilidades claramente definidas.
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